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VACINA ● Aliada ou vilã?

A vacinação está presente na saúde da sociedade desde sua invenção, entre 1701 e 1800. De lá pra cá, se tornaram um dos principais elementos para o combate a doenças no mundo, trazendo consigo uma série de questionamentos sociais e culturais. Veja agora, MITOS E VERDADES sobre a vacinação!

Antes de adentrarmos as crenças que são passadas de geração em geração, os questionamentos e "achismos", entenderemos mais sobre a vacina e seus processos.

     | Entendendo |
Na teoria, as vacinas são substâncias biológicas introduzidas nos corpos das pessoas a fim de protegê-las de doenças. Na prática, elas estimulam o sistema imunológico, ensinando nosso organismo a reconhecer e combater vírus e bactérias em futuras infecções de uma doença X.
Para agirem dessa forma, são compostas por agentes semelhantes aos microrganismos que causam a doença X, por toxinas e componentes desses microorganismos ou pelo próprio agente agressor. No último caso, há versões atenuadas (o vírus ou a bactéria enfraquecidos) ou inativas (o vírus ou a bactéria mortos).

Quando introduzida no corpo humano, ela estimula as defesas do organismo a produzirem os anticorpos necessários para evitar o desenvolvimento da doença, caso a pessoa venha a ter contato com os vírus ou bactérias que são seus causadores.
Esse processo todo pode resultar, em algumas pessoas, reações como febre, dor em torno do local da aplicação e dores musculares.

Agora que você compreende o que são e como atuam vamos mergulhar em dados e esclarecer pontos importantes a cerca da vacinação!

     | Mitos e verdades |
1 ● As vacinas podem acarretar diversos efeitos colaterais prejudiciais a longo prazo que ainda são desconhecidos, podendo ser até fatal
MITO. As vacinas passam por testes rigorosíssimos antes de entrarem em contato com o ser humano, mantendo o compromisso com a saúde que a colocou como responsável direta por melhorias na saúde e no aumento da expectativa de vida.
De forma geral, reações graves são extremamente raras e cuidadosamente monitoradas e investigadas, a reação típica é geralmente temporária, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Neste contexto, é mais provável que uma pessoa adoeça por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina e, para serem aprovadas, elas são estudadas em milhares de voluntários e são exigidos resultados satisfatórios.

2 ● As doenças as quais a vacina atua contra, estão quase erradicadas na minha região, por isso não é preciso se vacinar
MITO. É preciso considerar que vivemos em um mundo altamente interligado e que, mesmo que a vacina tenha sido um grande agente para tornar uma série de doenças como raras, os agentes infecciosos que as causam continuam a ciruclar em algumas partes do mundo.
Um exemplo disso é que desde 2005 na Europa Ocidental ocorrem focos de sarampo em populações não vacinadas. Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido são rotas turísticas de grande interesse e que recebem brasileiros em todas as épocas do ano. Mesmo que houvessemos um controle rigoroso de quem está a nossa volta, este histórico pode vir a se perder e doenças propagadas, quando a resposta mais simples está no autocuidado.

3 ● Algumas vacinas ajudam a prevenir câncer
VERDADE. Esta afirmação pode cair como espanto para muitos, mas as mesmas vacinas que bloqueiam as hepatites e o HPV evitam tumores no fígado e no colo do útero, respectivamente.

4 ● Quem está naturalmente saudável não precisa se vacinar
MITO. A imunização serve de apoio ao sistema imunológico, atuando como um reforço para doenças até então desconhecidas pelas defesas naturais do organismo. As vacinas servem justamente para que as pessoas continuem saudáveis e livres de infecções mais graves.

5 ● Vacinas causam autismo
MITO. Em 1998 um estudo levantou o debate de uma possível relação entre as vacinas contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e o autismo; que foi rigorosamente desqualificado e falho. Infelizmente o rumor desencadeou o receio social e a queda da vacinação para tais enfermidades, o que levou a surtos dessas doenças.
Não há evidência de uma ligação entre as vacinas e o autismo/transtornos autistas.

É importante entender o papel da informação no contexto da saúde mundial. Uma orientação inconclusiva pode diferir e alimentar achismos que levam a morte de pessoas pelo mundo inteiro.
Embora qualquer lesão grave ou morte causada por vacinas seja muito relevante, os benefícios da imunização superam em muito o risco, considerando que muitas outras lesões e mortes ocorreriam sem ela.

De forma simplificada, as duas razões pelas quais a vacinação tem se mostrado de extrema importância é porque ela protege a nós mesmos e as pessoas que estão à nossa volta.
Programas de vacinação bem-sucedidos, assim como as sociedades bem-sucedidas, dependem da cooperação de cada indivíduo para assegurar o bem de todos.
Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação de doenças; nós também devemos procurar soluções adequadas e mais do que nunca, questões como essas refletem a importância da colaboração no cenário atual.

Sempre que atitudes de preservação da segurança e saúde estiverem ao seu alcance, seja a diferença.

 

Achouu, nosso negócio é ajudar você a cuidar da sua saúde.

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