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ESCOLIOSE ● A verdade sobre a coluna em "C" ou "S"

Quem nunca ouviu aquela advertência para retomar postura? Passando por todas as idades, essas correções nem sempre são atendidas com facilidade e podem apontar para um problema mais complexo. Sendo uma condição que afeta de 2% a 3% da população em geral, entenda mais sobre a escoliose!

Alinhar os ombros, os quadris e se manter ereto; uma tarefa que exige grande esforço para aqueles que convivem com a escoliose. A principal característica dessa condição é a presença de uma curvatura lateral, como um "C" (uma só curvatura) ou de um "S" (mais de uma curvatura), podendo ser facilmente reconhecida olhando a pessoa de costas.

Algumas questões assombram a escoliose: entre os médicos, o maior desafio dessa enfermidade é que, na maioria das vezes, não se conhece a causa de seu aparecimento. Isso os guia a duas condutas: observar e acompanhar a evolução, orientando práticas para o convívio ou, uma indicação cirúrgica.

     | Dados |
A condição é mais prevalente entre as meninas, que possuem 8 vezes mais chances de a curvatura progredir, especialmente na adolescência.
Em 80% dos casos, a origem da escoliose é desconhecida e é observada nos seguintes contextos:
Infantil - acontece até os 3 anos de idade e é rara
Juvenil (de 3 até 10 anos) - corresponde de 20% a 30% dos casos
Do adolescente - mais comum em 80% dos casos, a partir dos 10 anos de idade. É nessa faixa etária que as meninas são mais afetadas
Do adulto - geralmente presente na infância ou na adolescência, só foi detectada após os 18 anos

     | Entendendo |
De uma forma geral, a coluna foi projetada para estar alinhada ao seu próprio eixo. Quando há uma rotação ou desvio e a coluna "pende" para um lado, as possíveis consequências são: ombros e quadris assimétricos e desnivelados, tamanho desigual dos membros inferiores (uma perna mais comprida do que a outra), cintura e caixa torácica desviadas para um dos lados do corpo, mamilos assimétricos (um mais alto do que o outro), costelas e escápulas salientes em um dos lados do tórax.

Essas características nem sempre são observadas de forma pontual, mas podem ser perceptíveis quando a pessoa com a condição dobra o tronco para baixo; a assimetria entre os lados da coluna fica evidente.

     | O que não é |
Diferentemente do que muitos já ouviram, a condição não é decorrente de maus hábitos posturais como carregar mochilas escolares ou objetos pesados apenas de um dos lados do corpo, práticas esportivas, postura incorreta ao dormir ou ficar muito tempo em pé ou sentado.
A própria curva da escoliose, em muitos casos, é responsável pela má postura, principalmente porque esse tipo de desvio pode ocasionar alterações posturais no corpo todo.

     | O que pode ser |
Mesmo que a causa nem sempre seja precisa, a escoliose pode ser classificada em estrutural ou funcional (não estrutural).
Nas estruturais, a condição se relaciona com um problema congênito ou adquirido, que afeta diretamente determinado segmento da coluna e, na maioria dos casos, é irreversível.
Nas funcionais, a estrutura óssea permanece preservada. As curvaturas surgem como manifestação secundária para compensar os desajustes causados por um distúrbio em outra parte do corpo, como o crescimento assimétrico das pernas, por exemplo. Em geral, as curvas funcionais são flexíveis e podem ser corrigidas com tratamento.

Para grande parte dos afetados, a escoliose tem caráter genético e hereditário, podendo surgir em qualquer fase da vida mas, quanto mais cedo observada, maiores serão as possibilidades de evitar as complicações da doença.

     | Gravidade e tratamentos |
A gravidade da curvatura é medida em graus e o fator utilizado como base para o melhor tratamento é a idade do paciente.
Quando a alteração é pequena (menos que 20 graus), e o crescimento já chegou no seu limite, a indicação é o acompanhamento semestral para observar eventual piora. Nestes casos, radiografias anuais são feitas.
Em casos graves, quando a curvatura está entre 25 a 50 graus (e até acima desses limites), a cirurgia pode ser o caminho para se corrigir a escoliose.
Há também uma alternativa: o uso de coletes. Neste caso, ele se apresenta como solução para casos em que se deseja evitar a progressão da condução, desde que atenda os fatores:
   - Deverá estar dentro de uma curva moderada, entre 25 a 40 graus;
   - Atende como uma curva progressiva, quando ocorre uma progressão periódica da curvatura, o que dependerá da idade, do gênero e da maturação do esqueleto da pessoa;
   - O paciente está em um processo de crescimento.

Diferentemente de outros problemas, não é possível prevenir a escoliose com técnicas específicas que não envolvam um procedimento cirúrgico; é possível apenas prevenir a progressão da curvatura.

     | Recomendações |
Por fim, ao entender o desenvolvimento da escoliose, alguns cuidados podem auxiliar no convívio com a condição.

Caso seja observada na infância, a criança precisa ser estimulada a desenvolver uma postura correta, aquela que demanda menor esforço muscular para garantir proteção para todas as estruturas da espinha dorsal. Adquiridos esses hábitos, o ideal é que sejam observados a vida inteira.
Outros hábitos que serão de grande auxílio são:
Manter o peso dentro dos padrões ideais para altura e idade (IMC)
Questões como a obesidade apresentam riscos naturais para o aparecimento de desvios, especialmente porque não só altera a posição de equilíbrio do corpo, como provoca o desgaste das articulações e pode levar à calcificação das vértebras.
Evitar o sedentarismo
Quando orientados, a prática regular de exercícios físicos apresenta um recurso muito importante para o fortalecimento da musculatura das costas, dos quadris e do abdômen para reforçar a sustentação da coluna.
Alimentação equilibrada
Como já abordado aqui no blog, uma alimentação saudável e variada, rica em cálcio, mineral essencial para a saúde dos ossos é benéfica nos sentidos mais amplos do bem-estar.
Proteja-se
Redobre os cuidados de proteção da espinha dorsal, com atenção ao transportar objetos pesados. Caso seja possível, sempre carregue-os junto ao corpo para diminuir a força imposta sobre a coluna, musculatura e articulações.
Procure assistência médica
Os cuidados e orientações médicas são indispensáveis para condições como estas, que acompanham diversos indivíduos por uma vida toda.

A escoliose não deve impedir um desenvolvimento saudável, mas deve ser um fator a se contornar no dia a dia.

 

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