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DESIDRATAÇÃO ● Reconheça os sinais!

A desidratação pode até ser considerada como algo corriqueiro e banal, mas não devia. Uma hidratação inadequada pode comprometer o funcionamento de todo o organismo e levar inclusive ao coma. Saiba como reconhecer os sinais, tipos e como reverter seu quadro!

Você já deve ter ouvido por aí que a água é vida, certo? Pois bem, essa não é somente uma frase de impacto e sim uma verdade crucial para nossa existência.

A água é um componente essencial de todos os tecidos corpóreos e está presente nas reações químicas, respiração, circulação, funcionamento dos rins, digestão, sistemas de defesa, pele, entre outros. Também existem nutrientes que necessitam de água para que possam ser carregados e distribuídos pelo corpo, fazendo com que possamos desempenhar todas nossas funções. A falta dela, em casos severos, pode ocorrer perda de consciência, coma e resultar até em morte.

Um bem tão importante como esse, merece atenção.

     | Entendendo |
Todos os dias perdemos uma certa quantidade de água com suor, urina, fezes e sob a forma de vapor ao respirar. Junto a água, pequenas quantidades de sais minerais também são perdidos e é pela deficiência de água no corpo, baixa concentração de sais minerais e eletrólitos que o quadro de desidratação se instala.

A causa mais comum é a pouca ingestão de líquido mas, há uma relação e agravamento com outros fatores como:
Exposição ao clima quente
Febre alta constante
Diarreia
Amamentação
Perda excessiva de peso
Perdas gastrointestinais
Vômitos
Perdas ocasionadas por queimaduras extensas
Sudorese
Uso exagerado de diuréticos
Hemorragias
Perda pelo sistema genital e urinário

E ainda, há casos onde há a incapacidade de ingerir comida e água apropriadamente (pessoas com deficiência), capacidade diminuída para ingerir líquidos (em coma ou em um respirador) e ainda, a falta de acesso à água potável, um problema gravíssimo que afeta gravemente diversas populações no mundo.

Sabe-se que há 3 tipos diferentes de desidratação, podendo ser isotônica, hipertônica e hipotônica. Conheça suas características:
Isotônica
Esse tipo de desidratação é decorrente da perda de volume sanguíneo após um quadro de diarreia, por exemplo. O termo isotônica significa que há perda de água e sais minerais na mesma proporção.
Hipertônica
É a desidratação que cursa com perda de água e aumento do sódio no sangue. Esse tipo é secundária a problemas como o diabetes insipidus ou a doenças mais graves, como queimaduras extensas ou febres prolongadas.
Hipotônica
Está relacionada à perda de sal e consequente diminuição do sódio no sangue. Esse quadro geralmente é causado pelo uso abusivo de diuréticos, que fazem com que o rim excreta excesso de sal, ou em portadores de problemas renais.

Um adendo especial se dá pela seguinte indagação:
Diabetes causa desidratação?
Sim. Quem possui a condição deve redobrar os cuidados, porque apresenta um risco maior de desidratação. O alto nível de açúcar no sangue provoca aumento da produção de urina e, consequente, aumento da diurese, também chamado de poliúria.
Pessoas diabéticas também fazem uso de medicamentos diuréticos, que geram aumento de excreção de urina.

     | Os sinais |
Uma desidratação leve a moderada se apresenta da seguinte forma:
Boca seca e pegajosa
Sonolência ou cansaço, onde crianças tendem a ser menos ativas do que o habitual
Sede
Diminuição da produção de urina (para bebês, não molhar a fralda por três horas ou mais)
Pouca ou nenhuma lágrima ao chorar
Pele seca
Dor de cabeça
Prisão de ventre
Tonturas ou vertigens

Já uma desidratação severa, que necessita de acompanhamento médico, pode causar:
Sede extrema
Preguiça extrema ou sonolência em bebês e crianças
Irritabilidade e confusão em adultos
Boca, pele e membranas mucosas muito secas
Pouca ou nenhuma micção (toda a urina que é produzida será mais escura do que o normal)
Olhos fundos
Pele seca e murcha, sem elasticidade
Em bebês lactentes, fontanelas afundadas
Pressão arterial baixa
Batimento cardíaco rápido
Respiração rápida
Sem lágrimas ao chorar
Febre
Nos casos mais graves, delírio ou inconsciência

O quadro é reversível com o acompanhamento de um especialista na área como um endocrinologista, ou mesmo um clínico geral e, no caso das crianças, um pediatra.
Inicialmente, essa análise é realizada através do exame de urina que detecta a cor e a clareza da urina, glicose, excesso de proteína e quantidade de sais como sódio e potássio.

A desidratação necessita uma observação atenta porque nem sempre é um indicador confiável da necessidade do corpo por água, especialmente em crianças e idosos. A dica aqui fica para a cor da urina: clara ou de cor clara significa que o corpo está bem hidratado, enquanto uma cor amarela ou âmbar escuro geralmente sinais de desidratação.

     | Dicas |
O melhor remédio é sempre a prevenção, então para não entrar nesse quadro, algumas dicas são muito importantes:
Beba água
É muito comum ignorar os sinais de desidratação mais básicos com as tarefas do dia a dia. Ficamos tão imersos que beber água parece uma atividade no fim da lista e aqui cabe uma atenção extra: beba água mesmo estando sem sede. Priorize sempre água filtrada em vez de outros líquidos como refrigerante, por exemplo.
Use roupas leves em clima quente
Uma das formas que mais eliminamos líquido é através do suor, então evite superaquecer seu corpo.

Recomenda-se, em média, a ingestão de 2 a 3 litros de água por dia. Em situações especiais, como calor excessivo e exercício físico intenso, esse consumo deve ser maior.

A melhora do humor, da memória e da concentração são alguns benefícios da ingestão suficiente de água no corpo e claro, preocupar-se com a saúde é agregar bons hábitos, partindo do princípio: a hidratação. Mantenha uma garrafa de água sempre por perto!

 

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