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CÂNCER DE MAMA ● 7 mitos e verdades

Entramos no mês onde o debate sobre câncer de mama ganha destaque pela campanha Outubro Rosa e além de entender o que e como ele afeta a vida de muitas mulheres é essencial desvendar os mitos que o cercam. A informação salva vidas! Vamos juntos conferir mais sobre esse assunto tão importante para a saúde com 7 mitos e verdades.

O Outubro Rosa conta com a premissa de alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha é realizada mundialmente e durante o mês diversas instituições abordam o tema a fim de encorajar mulheres a realizar seus exames. Essa preocupação e mobilização toda se dá por um agravante: nos estágios iniciais, a doença é assintomática.

No Brasil, ao se desconsiderar os tumores de pele, essa é a doença que lidera o ranking de incidência estimada pelas estatísticas de câncer em mulheres, representando 29,7% com 66.280 casos estimados em 2020. Para se ter uma ideia e comparativo, quem fica em segundo lugar é o câncer de cólon e reto, com uma representatividade de 9,2% e 20.470 casos estimados.
Assim, fica fácil entender a importância de debater o tema para que o tratamento seja orientado nos estágios iniciais e para que tais dados deixem de ser um risco a vida de tantas mulheres.

     | Entendendo |
Espalhar informação é um dos desafios do Outubro Rosa, especialmente com um tema tão sensível e que claro, dada a situação mundial de pandemia, procura seu espaço de debate.

Mas afinal, o que é o câncer de mama?
O câncer de mama se caracteriza como um tumor maligno, formado por alterações genéticas que resultam na divisão de células de maneira desordenada.
A doença não tem uma causa única e não apresenta sinais em seus estágios inicias, quando o tumor passa a ser perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³, o que já se caracteriza como uma lesão grave e avançada.

Entre os possíveis sinais do câncer de mama estão:
Vermelhidão na pele, inchaço ou calor;
Alterações no formato dos mamilos e das mamas;
Nódulos na axila;
Secreção escura saindo pelo mamilo;
Pele enrugada, como uma casca de laranja;
Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.

As causas são o que mais atentam diversos médicos e pesquisadores da área, por não serem específicos. O que se pode afirmar são fatores de riscos para o desenvolvimento da doença, que são a genética, idade, período de início da menstruação, menopausa tardia, reposição hormonal, nível de colesterol, obesidade, ausência de gravidez, lesões e a presença de tumores anteriores.

Há muito o que abordar sobre o câncer de mama e suas complicações, assim como o tabu que o envolve. Entre tantos riscos, um dos quais podemos e devemos controlar é a desinformação. Por ela, milhares de mulheres sofrem com o tipo de câncer que mais mata, deixam de receber um tratamento adequado por estágios já avançados e tem suas percepções da sexualidade e imagem pessoal alteradas.
É com o propósito de informar e resguardar a saúde que o Achouu traz mitos e verdades dissolvidos socialmente e que podem influenciar na busca por um diagnóstico e tratamento precoce.

     | Mitos e verdades |

1 ● Quem possui implantes de silicone, não pode realizar o exame de mamografia
MITO. Mesmo com as próteses, ainda é possível fazer o exame e diagnosticar a doença. O que pode vir a acontecer é que, em alguns casos, o médio pode solicitar exames complementares como uma ultrassonografia ou ressonância.

2 ● Quando em processo de amamentação, mulheres não podem fazer a mamografia
MITO. Assim como o mito anterior, a afirmação é falsa. Não há nada que impeça o exame durante esse período e também não há a necessidade de ficar um dia distante da criança por causa da radiação.

3 ● Mulheres que tiveram sua menstruação mais cedo na vida estão mais propensas a ter câncer de mama
VERDADE. Como mencionado em um dos fatores de risco para o aparecimento, a menstruação cedo na vida significa mais tempo em produção de estrogênio, o hormônio responsável pela proliferação das células na glândula mamária. Se uma dessas células se desenvolver cancerosa, a chance de produzir cópias e entrar em ritmo descontrolado é alta.

4 ● O autoexame pode substituir a mamografia
MITO. Se é possível fazer a verificação de nódulos nas mamas, é provável que o câncer de mama já esteja em estágio avançado, como mencionado na sessão "entendendo" deste conteúdo. O autoexame não é eficaz na detecção dos tumores menores, em fases iniciais e por isso, as chances de cura são reduzidas.

5 ● Se a mãe já teve câncer de mama, sua filha também apresentará o quadro
MITO, em partes. Mesmo que a genética seja um fator de risco, ela corresponde a menos de 5% dos casos. O que ocorre aqui é uma atenção maior para a idade em que o tumor apareceu, onde é mais provável que a mãe tenha adquirido um câncer pela idade do que por alguma alteração genética.
No entanto, havendo um histórico familiar é de extrema importância a busca por uma orientação especializada para observar o quadro e aspectos genéticos.

6 ● Mamografia? Só depois dos 50 anos
MITO. Algumas pesquisas apontam que a mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos. Na faixa dos 40 aos 50 anos, é indicado que a mulher se submeta ao exame a cada dois anos, partindo para uma por ano após os 50 anos.

7 ● Além da mamografia, a mulher também pode ser submetida a ultrassonografia e ressonância magnética
VERDADE. Os exames complementares são usualmente solicitados para mulheres jovens, que possuem os seios naturalmente mais densos. Em situações como essas, a mamografia sozinha pode apresentar uma dificuldade de detecção de eventuais nódulos.
A ultrassonografia também ajuda nos casos em que a mamografia se mostra inconclusiva devido à presença de um nódulo.

Agora que você entende mais sobre o câncer de mama, não deixe de compartilhar tais informações para que juntos, possamos fortalecer cada vez mais uma corrente de saúde e qualidade de vida.

 

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